Voe, voe, bela luz
Conhecimento é o que nos traz
Em liberdade se encontra
Determinado no que faz
Fugistes da tua morada
Para ao vento se lançar
Em desconhecido se arriscou
Para não mais pra lá voltar
Sons de harpa posso ouvir
Em todo canto ecoar
És a luz da estrela
Que namora a do luar
Volto ao centro deste ciclo
Maya! Maya! Oh, ilusão
Eis que me fingi de herói
Quando em fato era o vilão
Lux, lux, sapere aude
Livrou-se de todo o grilhão
Ain soph aur
Leve-nos à iluminação
Liderastes todos eles
Do cristão até o pagão
Em sinfonia, claras notas
Aludiram à escravidão
Volte, volte, luz divina
Neste lar é o seu lugar
Fostes fonte de virtudes
Onde não poderia ficar
Sei que encontro várias partes
Sendo dentro ou fora de mim
Afinal o que é maldade?
Sê ainda Querubim?
Luz eterna que emana
No céu inteiro a brilhar
Sou a fonte da própria vida
Que julgo ainda a caminhar
És combatente de própria sorte
És teimoso de coração
És do povo rebelado
A fonte de inspiração
Nos apontam e nos ferem
Somos postos a própria sorte
Lançados na fogueira
Expostos à breve morte
Os que dizem que tudo conhecem
Nem mesmo podem perceber
Que além do que hoje somos
Iremos desaparecer
Voe, voe, eterna luz
Para que aqui possa cruzar
É arriscado este Caminho
Atreva-se por ele passar
Mate em si o eu que existe
Vença a si, a ti mesmo
Se chegou aqui agora
Passará sem pesadelo
Clama, clama, Voz do Silêncio
Que Te ouço enquanto fala
Sussurra em meus ouvidos
Belas e doces palavras
És da fonte inesgotável
Que procede o mal e o bem
O negativo e o positivo
Resultantes do amém
Voa, voa, volte à casa
Que deixou pra trás em crise
Ouça o som das correntes
Que prende hoje teus aprendizes
Em uníssono há a resposta
"Vem daqui rebelião"
Dos terrenos aos celestes
Presente, legião!

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